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Dia 8 de março é um dia de LUTA.

Luta por equidade de gênero, ou seja, por imparcialidade e igualdade de direitos entre homens e mulheres, sejam elas cis, trans ou não binárias.


Luta por mais mulheres na política - mulher vota em mulher, para que leis sejam criadas e aprovadas, levando em conta as nossas especificidades, considerando, por exemplo, as nossas diferenças biológicas e sociais - como a dupla ou tripla jornada de trabalho de mães solos de crianças menores de idade. E aqui também deixo um questionamento: qual lei assegura o tratamento da dependência química em mulheres desempregadas e com filhos pequenos, garantindo que elas não abandonem o processo?


Luta contra médicos abusivos que vendem cirurgia bariátrica como se fosse "picolé", para aquelas de nós que estão emocionalmente vulneráveis mas não estão obesas, sendo essa a única indicação para a cirurgia. A obesidade entre as mulheres mais que dobrou nos últimos 17 anos, sendo as mulheres pretas as maiores vítimas dessa doença. Quantas mais irão se tornar dependentes de álcool ao realizarem essa cirurgia desnecessariamente?


Luta pelo fim das violências que matam diariamente mulheres e meninas, principalmente negras e LBTQIAPN+. O desprezo ou ódio a nós dirigido, centrado em uma visão sexista (discriminação ou preconceito baseado em gênero), que nos coloca em uma categoria de subalternidade em relação ao homem (misoginia), está diretamente relacionado com as violências que sofremos. Essas violências podem ser agressões físicas e psicológicas, mutilações, abusos sexuais, torturas, perseguições, entre outras, e é a principal responsável por grande parte dos feminicídios, que são os assassinatos de mulheres simplesmente por serem mulheres.


Especificamente aqui na AF, lutamos também para que nossas mulheres:


● sejam acolhidas sem preconceitos nem julgamentos.

● parem de se culpar e entendam que sofrem de TUA (Transtorno por Uso de Álcool), uma “doença” multifatorial que precisa ser tratada de forma multidisciplinar.

● saibam como os abusos, que sofrem desde sempre, as adoeceram a ponto de buscarem o álcool como remédio para as anestesiar desse mundo.

● que lutem conosco contra as indústrias de bebidas alcoólicas, que querem nos convencer de que beber é revolucionário e faz parte da nossa luta por igualdade - que devemos beber tanto quanto os homens - e entendendo que, nos últimos 10 anos, o consumo entre nós dobrou, sendo as mulheres pretas as que mais abusaram dessa substância.

● aprendam a se colocarem em primeiro lugar em suas vidas, resgatando o amor próprio e a autoestima.


Enfim, sabemos que mudanças demoram a acontecer, que o processo é lento, muitas vezes doloroso demais, mas que já não estamos mais sozinhas nessa luta por respeito aos nossos corpos, nossas escolhas e nossa doença. Nunca mais irão nos calar.


Grazi Santoro

Presidente AF


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