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O impacto da Síndrome de Burnout no nosso bem-estar emocional e a sua relação com o álcool.




Quem nunca disse para si mesma o famoso “eu mereço” e, após um dia exaustivo no trabalho, tomou algumas doses para relaxar? Esse argumento infelizmente não é tão exclusivo, já que muitas pessoas recorrem ao consumo de álcool como forma de lidar com o estresse, a ansiedade e a pressão do trabalho, e é aí que a síndrome do burnout pode entrar em jogo.


Para começar, é importante dizer que, embora distintas, existe uma relação entre o alcoolismo e a síndrome de burnout: ambas são condições de saúde mental que podem afetar significativamente a qualidade de vida das pessoas, e podem ser causadas por estresse crônico.


Burnout & Alcoolismo: definições


A Síndrome de Burnout é um estado de exaustão emocional, física e mental que se desenvolve como resultado do estresse crônico no trabalho. As pessoas que sofrem de burnout costumam sentir-se emocionalmente exaustas, desmotivadas e impotentes. Além disso, podem apresentar sintomas físicos, como dores de cabeça, insônia e problemas digestivos.


Já os Transtornos por Uso do Álcool (ou alcoolismo) caracterizam-se pela dependência física, mental e psicológica do álcool. É considerado um transtorno mental e comportamental e pode ter consequências graves para a saúde, incluindo danos ao fígado, coração, cérebro e outros órgãos.


Ninguém ganha


Atualmente, muitos estudos mostram que indivíduos que sofrem de síndrome de burnout têm maior propensão a desenvolver alcoolismo, já que muitas vezes as pessoas usam o álcool como uma forma de aliviar o estresse e lidar com as emoções negativas associadas ao trabalho. No entanto, isso pode levar a um ciclo vicioso, onde o álcool piora os sintomas do burnout, e o burnout piora o consumo de álcool.


Isso acontece porque o álcool pode afetar negativamente o sono, o humor e a concentração e aumentar os níveis de estresse, levando a um aumento do risco de burnout. Ou seja, o burnout e o consumo excessivo de álcool estão intrinsecamente ligados, e ambos podem afetar negativamente a sua saúde física e mental. Se recuperar desses transtornos é um desafio enorme, mas é possível superá-los.


Olhe para dentro


Cuidar da sua saúde física, mental e emocional, adotando hábitos de vida mais equilibrados, como a alimentação saudável, a atividade física regular e as técnicas de relaxamento é essencial para sair desse imbróglio.

Mais importante do que isso é a busca por ajuda profissional por uma pessoa que está enfrentando os transtornos, antes que a situação se agrave e se torne um problema ainda maior.


Jésika Bassanezi, 36 anos, jornalista, cozinheira, mãe do cachorro Milulu, voluntária da AF e há mais de um ano sem álcool.

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