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O que entendemos por promoção de saúde e qualidade de vida?

Atualizado: 27 de mai. de 2022

É possível que todas nós já tenhamos ouvido falar sobre a importância da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida. Entretanto, nem sempre esses termos ficam claros ou conseguimos discernir entre um e outro e suas diferenças. Embora pareçam similares, eles estão atrelados, mas não significam a mesma coisa e compõem aspectos distintos em nossas vidas.



Antes de falarmos a respeito desses conceitos, é importante pensarmos no que de fato o sentido de Saúde representa. Para além da concepção de ausência de doença, a Organização Mundial de Saúde entende SAÚDE como

um estado de completo bem-estar físico, mental e social”.

Entretanto, considerando a complexidade e as determinantes desta premissa, podemos ponderar que o “completo bem-estar” tende a ser pouco controverso uma vez que está sujeito à diversos fatores externos e sociais. (Como políticas públicas e desigualdade social por exemplo).

Ou seja, seria correto dizer que um indivíduo somente tem saúde se possuir um bem estar físico pleno, com um corpo funcional, ágil, bem como uma qualidade psicológica sempre estável e equilibrada e condições de trabalho, moradia e desenvolvimento adequados às suas idealizações? Se por ventura esse mesmo individuo tiver um corpo saudável, um emocional equilibrado, mas não tiver o emprego dos seus sonhos, a casa idealizada e tudo mais que o completo bem estar social determina, seria ele considerado um indivíduo sem saúde?


Nesse sentido podemos intuir que o conceito de Saúde possui uma definição singular cuja variação vai de acordo com cada indivíduo, contexto social, época e classe social. A vista disso, compreende-se que a prerrogativa atual de saúde é dificilmente encontrada tal como foi concebida, uma vez que não é simples estipular se o individuo usufrui desse pleno bem-estar considerando que este é um conceito extremamente subjetivo e pessoal, relacionado principalmente às formas como o indivíduo percebe sua vida.


Desse modo, convém refletirmos brevemente sobre o significado do conceito de bem-estar:

Resumidamente, ele relaciona-se à capacidade que cada um tem de suprir e satisfazer suas necessidades e realizar o que almeja em suas vidas. Podemos entender o bem-estar como uma condição relacionada à bens objetivos e bens subjetivos. Enquanto o bem-estar objetivo se relaciona aos aspectos físicos, econômicos e conquistas, o bem-estar subjetivo diz respeito às experiências de vida individuais. Ou seja, o bem-estar está relacionado, principalmente, com os aspectos sociais e econômicos do indivíduo bem como com sua satisfação com a vida.

Tais conceitos, portanto, nos mostram um dos motivos pelos quais a determinação de ‘completo bem-estar’ para definir saúde pode ser controversa e passiva de reflexão.

Pois bem, uma vez conhecida a definição de saúde e o conceito de bem-estar e compreendendo que, para que ambos funcionem bem, dependem de fatores sociais e objetivos, é necessário estabelecer uma discussão acerca da importância do desenvolvimento de medidas de promoção à saúde, de modo a fazer com que o conceito de “saudável” seja efetivamente entendido e vivenciado.

A promoção da saúde é apresentada em medidas que visam melhorar a qualidade de vida da população. Seu objetivo é ir além da prevenção de doenças através de iniciativas que promovam uma vida melhor e mais saudável, utilizando estratégias de conscientização: campanha antitabagismo, conscientização dos malefícios do consumo de álcool e substâncias nocivas, dentre outras. Essas estratégias utilizam ações que abrangem o âmbito individual e comunitário, e são voltadas principalmente para contribuir com a qualidade de vida de todos os indivíduos, abrangendo todas as áreas de sua vida. Aqui, chegamos finalmente à Qualidade de Vida, cujo conceito é comumente difundido de diferentes formas.

Embora pareça difícil explicar, a maioria de nós sabe, ainda que de forma instintiva, o que significa qualidade de vida. Geralmente o seu sentido é atrelado à ideia de ‘sentir-se bem’ o que não está errado, embora seja mais do que isso.

Qualidade de vida inclui também aspectos como a autoestima, nossa capacidade de ser ativo e útil, nossas interações sociais e pertencimento, satisfação com o trabalho, projetos e empreitadas. Desenvolvimento religioso e princípios éticos, estilo de vida e a forma como conduzimos nossa rotina. Todos esses são fatores que influenciam diretamente em nossa concepção de qualidade de vida.

Em vista disso, é inevitável não relacionar qualidade de vida ao bem-estar e consequentemente à saúde, uma vez que todos estão diretamente ligados, um influenciando os outros e todos se complementando entre si.

Deste modo, podemos concluir que uma vida saudável tem um considerável impacto na qualidade, uma vez que esta e o bem-estar são termos inseparáveis, já que todo o contexto em que vivemos pode comprometer nosso bem-estar. Se não estamos bem, seja em qual âmbito for, nossa qualidade de vida automaticamente será comprometida, uma vez que, para ela ser alcançada, é preciso estar em harmonia com todos os demais fatores. Podemos dizer, então, que não é possível alterar um sem alterar o outro e por isso devemos, sempre que possível, refletir sobre nossas atitudes e escolhas de modo a contribuir com a nossa saúde e bem-estar – que são responsabilidade nossa - a fim de incrementar melhorias em nossa qualidade de vida.



Como faço para melhorar a minha qualidade de vida?



Comecemos com mudanças gradativas, zelando pelo nosso corpo e mente, pela forma como nos nutrimos, tentando eliminar os estresses a que nos submetemos e a nossa tendência ao sedentarismo. Nosso corpo é uma máquina que funciona com todas as partes interligadas; ele foi projetado para se movimentar e o alimento que lhe damos é responsável pelo seu funcionamento, incluindo aí o cérebro que nos fornecerá energia para uma melhor saúde mental. Tudo funcionando estrategicamente em prol de nosso melhor potencial.

Não nos esqueçamos de que para alcançar o completo estado de bem-estar físico, mental e social precisamos fazer a nossa parte, nos conhecendo, nos avaliando e assumindo responsabilidades para com nossas próprias mudanças.


Não temos todas as respostas e nem fórmulas mágicas, mas deixaremos aqui algumas dicas que, esperamos, ajudarão na reflexão acerca do assunto:

  • Pratique exercícios físicos regularmente;

  • Alimente-se bem, reduzindo sempre alimentos industrializados, ricos em sal, açúcares e gorduras. Insira na dieta mais alimentos naturais;

  • Beba muita água;

  • Evite hábitos nocivos: Cigarro e bebidas alcoólicas;

  • Proteja a pele da exposição excessiva ao sol. Utilize sempre filtro solar;

  • Durma bem;

  • Faça um check-up médico com regularidade;

  • Cuide da sua saúde mental e não hesite em procurar ajuda psicológica;

  • Controle seu estresse;

  • Procure sempre organizar um tempo na sua agenda para as atividades prazerosas: ir ao parque, ao cinema, sair com amigas ou pessoa da família;

  • Evite comparar sua vida social com a de outras pessoas;

  • Não se preocupe com o padrão de beleza imposto pela sociedade;

  • Mantenha boas relações sociais;

  • Evite fazer muitas coisas ao mesmo tempo;

  • Controle suas finanças;

  • Seja grata por suas conquistas.

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