top of page

Transtorno Bipolar e Alcoolismo

Hoje é o Dia Mundial do Transtorno Bipolar. A data foi escolhida por ser o dia em que o pintor holandes Vicent Van Gogh veio ao mundo.


Há exatos 170 anos, o artista nasceu para eternizar seu nome na história. Seus traços deram cor a vários girassóis, que marcam sua vasta obra. Aos 37 anos, ele faleceu por complicações de uma tentativa de suicídio. As causas de sua morte são estudadas até hoje. Mas uma coisa é certa: o alcoolismo misturado à bipolaridade foi fatal. E esta mistura ainda continua fazendo vítimas entre nós.


Segundo estudiosos, o artista era portador do Transtorno Bipolar, sofria de depressão, um quadro de saúde agravado por delírios decorrentes da abstinência do álcool. Em uma crise, Van Gogh cortou uma das orelhas. Foi internado várias vezes, conviveu com alucinações terríveis, ansiedade e pesadelos. Na época, não havia diagnóstico. Seu estilo de vida, investigado em cartas escritas pelo artista, é estudado até hoje por cientistas que já não têm dúvidas: o Transtorno Bipolar e o alcoolismo levaram Van Gogh ao suicídio.


Atualmente, os perigos que estas duas doenças representaram na vida do pintor estão presentes no dia a dia de muita gente. Pesquisas recentes atestam que de 15% a 20% das pessoas portadoras do Transtorno Bipolar apresentam o diagnóstico de abuso de álcool; outra parcela de 21% a 40,5%, são dependentes do álcool; e de 18% a 28%, são dependentes de outras drogas. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Transtorno Bipolar atinge 140 milhões de pessoas no mundo. É mais comum em jovens de até 25 anos. Mas os casos têm crescido na população com idades entre 45 e 55 anos.


O Transtorno Bipolar é uma doença do cérebro que causa mudanças anormais no humor, na energia e interfere na produtividade, dificultando as atividades do dia a dia. Não tem cura, mas pode ser controlada. Para isso, a interrupção do consumo de álcool é fundamental, mesmo para quem faz uso moderado da substância. Os episódios depressivos alternados por picos de euforia que o Transtorno Bipolar produz são intensificados pelo álcool, o que prejudica o diagnóstico das duas doenças e o tratamento das mesmas, geralmente feitos com medicação, psicoterapia e mudança de vida.


Precisamos falar mais sobre o Transtorno Bipolar e o consumo de álcool, já que uma doença vira gatilho para outra. Muita gente tenta aliviar os momentos depressivos ou prolongar a euforia decorrente do Transtorno Bipolar ingerindo álcool. Este hábito pode ser fatal, como aconteceu com Van Gogh e segue ocorrendo no mundo inteiro. Em 2004, um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que 61% das pessoas com transtorno bipolar do tipo I abusavam ou eram dependentes de substâncias psicoativas. Para quem tem o Transtorno Bipolar e consome álcool, o risco de suicídio é considerado alto.


Os estudos sobre as diferenças do Transtorno Bipolar em mulheres e homens ainda são recentes. Mas já se sabe que os episódios depressivos são mais frequentes entre as mulheres, que também apresentam comorbidades diferentes, como risco maior de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez não planejada, ganho excessivo de peso e doenças cardiovasculares. Os períodos de pós-parto e menopausa são propícios para a geração de sintomas. Entre as mulheres com Transtorno Bipolar, o risco de desenvolver o alcoolismo é maior do que entre os homens que não portam a doença.


Mulheres, fiquem atentas e contem com a nossa associação para tirar dúvidas, sem preconceitos ou julgamentos. Inscrevam-se no link da bio do Instagram @alcoolismofeminino e vamos nos cuidar.


A vida é uma só e é breve, merecemos vivê-la com saúde. O Transtorno Bipolar e o Alcoolismo não têm cura, mas têm tratamento. Junte-se a nós e você não estará mais sozinha!




381 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo
bottom of page